Conhecendo o Nordestino

Nossos amigos, o casal Roberto e Iracema, vieram do município de Sousa que está localizado no sertão da Paraíba, a aproximadamente 430 km de João Pessoa; o nome é homenagem a Bento Freire de Sousa, que entre 1730 e 1732 ergueu a primeira igreja do local (existente até hoje). Atualmente, a cidade tem aproximadamente setenta mil habitantes e, por ser de fundação antiga, ostenta prédios históricos e preserva costumes sertanejos e religiosos tradicionais. Entretanto, Sousa é conhecida principalmente por ser importante sítio arqueológico; uma região de aproximadamente 40 hectares nas cercanias da cidade constitui o Monumento Estadual do Vale dos Dinossauros.

Vale dos Dinossauros

Entrada do Vale dos Dinossauros

Transcorria o ano de 1897. O gado tinha fugido do roçado e o senhor Anísio Fausto da Silva saiu à procura dos animais. Na “passagem das pedras” viu uma trilha de grandes e pequenas pegadas, no leito do rio seco, e imaginou serem rastros de boi e ema. Mas para uma parte da população da pequena cidade de Sousa, ali perto, e das fazendas e municípios vizinhos, no sertão da Paraíba, aquelas pegadas tinham sido deixadas por outros bichos.

Em 1924, o geólogo mineiro Luciano Jaquis de Morais, que trabalhava na antiga

Pegadas totalmente preservadas

Inspetoria de Obras Contra a Seca, ouviu a história fantástica e resolveu conhecer as pegadas. Assim que as viu, percebeu que não se tratava de boi, ema ou lobisomem; utilizando uma antiga máquina fotográfica “lambe-lambe”, tirou várias fotografias e as enviou para um laboratório de pesquisa na Inglaterra.

A resposta foi surpreendente: os rastros são de dinossauros do período Cretáceo (110 milhões de anos atrás), em perfeito estado de conservação. A partir de então iniciou-se a peregrinação de cientistas americanos ao local. Eles chegaram a recortar duas amostras de pegadas – uma em 1924 e a outra em 1930. Uma das amostras foi para os Estados Unidos e outra para a França; se fosse realizada hoje, essa remoção de material arqueológico constituiria crime ambiental.

Aos poucos, as pegadas despertaram também a curiosidade dos brasileiros. Atualmente o sertão da Paraíba é uma das principais regiões de pesquisas sobre os dinossauros do Brasil, com importantes sítios arqueológicos e paleontológicos. Somente na vizinhança de Sousa são 21 sítios, com mais de 330 ocorrências de fósseis, pinturas rupestres e outros vestígios. Alguns locais já entraram nos roteiros oficiais do turismo.

Protegidas por uma contenção de concreto – que desvia o Rio do Peixe na época da cheia para que não passe mais sobre as trilhas – as pegadas podem ser vista a partir de passarelas de observação. Os rastros de “boi e ema” estão em uma trilha composta de 53 pegadas, de 50 centímetros. A disposição das pegadas sugere sinais de luta entre eles, embora as pegadas possam ser de épocas diferentes.

No serrote Verde, conhecido como Sítio Pimenta, encontraram sete pegadas de saurópodos, um dinossauro de pescoço comprido, e 4 pegadas de stegossaurus, que tinham placas ósseas nas costas eram do tamanho de um ônibus.

A segunda trilha fica no Serrote do Letreiro com cinco pegas de carnossauros em alto relevo, três bem nítidas e duas pouco danificadas pelas águas das chuvas. A datação indica que todas são do período Cretáceo Inferior (110 a 120 milhões de atrás).

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Um abraço,

Equipe Nordestino Carioca

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